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Nevoeiro e Natureza
Raissa Mendes Psicóloga

Erro é evidência de tentativa

  • Foto do escritor: Raissa Mendes
    Raissa Mendes
  • 18 de jan.
  • 1 min de leitura

Ninguém me ensinou a errar. Ou ensinou, mas nunca aprendi direito.

 Mesmo sem saber muito onde começa e onde termina um erro, vez ou outra tropeço em suas linhas.

 O perigo é ser vista enquanto caio - e por isso digo que não aprendi a errar certo. “Errar certo”?! E lá existe jeito certo de errar? Logo se vê o tamanho da neurose.

 Os fios do erro e os fios do acerto estão juntos no mesmo novelo. Não há outra tecelã senão a tentativa.

 Depois me muito me expor ao ridículo, de errar em público, de despir algumas personas, de ver a Sombra no espelho… entendi: sem espaço para parir o erro, o acerto vira natimorto. Me desafio, então, a fazer tentativas embrionárias, até que se incorporem em substância e se lancem no mundo com a cara que for possível. Do erro, do acerto, do entremeio.

 Ainda não sei se aprendi muito a errar, mas acolho os tropeços horrorosos com a mesma força que contemplo o andar majestoso. Assim me dou uma chance para saber criar novas possibilidades. Coragem! “Quem não erra é quem não faz”

 
 
 

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